Jair Bolsonaro (PSL) formalizou a aliança como o general Hamilton Morão declarando-o como seu vice na disputa pela Presidência do Brasil, formalizando a aliança com general Hamilton Morão (PRTB).

Na convenção também foi formalizado que o presidente nacional do PRTB disputará o cargo de deputado federal, desistindo da sua candidatura para a Presidência da República. Bolsonaro esteve presente na convenção do PSL, no estado de São Paulo, na companhia do general Mourão e Fidelix, anunciando sobre a formação de sua chapa.

Mourão afirma que será militante pelo Brasil: “No momento, eu deixo de ser capitão, o general Mourão deixa de ser general, nós passamos a ser a partir de agora soldados do nosso Brasil”. O general ainda acrescentou: “um governo austero, honesto, sem corrupção, com eficiência gerencial, relacionamento republicano com os demais poderes, ou seja, sem balcão de negócios”.

Envolvido recententemente em polêmicas por algumas de suas declarações, Mourão elogiou publicamente o coronel Carlos Brilhante Ustra, acusado de fazer torturas. O general também fez alguns comentários sobre a falta de capacidade do Poder Judiciário e o funcionamento de suas instituições, sugerindo inclusive uma intervenção militar no território brasileiro.

Após a terceira tentativa falha, o deputado federal Jair Bolsonaro anuncia o seu vice na disputa pela a Presidência da República. Já passaram pelas indicações do pré-candidato o senador Magno Malta (PR), além do general Augusto Heleno (PRP) e da advogada Janaína Paschoal (PSL), ambos não aceitaram o convite.

O gaúcho Antonio Hamilton Martins Mourão, 64, natural de Porto Alegre, ingressou no Exército Brasileiro em 1972, atuando até fevereiro de 2018. Hamilton se destacou no ano de 2015, quando dirigiu o Comando Militar do Sul, e criticou o governo da época, presidido pela Dilma Roussef. O general gaúcho participou de uma palestra em Porto Alegre, no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) e prestou manifesto em seu discurso sobre a crise que está ocorrendo no país, defendendo a ideia de que é necessário despertar para a luta patriótica.